<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"><channel><title><![CDATA[Endocrinologia Pediátrica]]></title><description><![CDATA[Sou Adriana Beletato dos Santos Balancieri, sou especialista em pediatria e certificada na área de atuação de endocrinologia pediátrica e professora da área de na Universidade Estadual de Maringá.]]></description><link>http://endoped.com/</link><generator>Ghost 0.11</generator><lastBuildDate>Fri, 08 May 2026 16:53:33 GMT</lastBuildDate><atom:link href="http://endoped.com/rss/" rel="self" type="application/rss+xml"/><ttl>60</ttl><item><title><![CDATA[Os efeitos dos corticoides nas crianças: o que todos deveriam saber!]]></title><description><![CDATA[<p>Os corticoides (ex: prednisolona, prednisona) são utilizados para o tratamento de diversas doenças tais como Asma, Artrites, Síndrome Nefrótica (doença dos rins) e tumores.  Para essas e outras patologias tem doses e indicação médica precisa. <br>
No entanto, o uso crônico, prolongado ou por diversas vezes ao ano, pode ocasionar inúmeros</p>]]></description><link>http://endoped.com/os-efeitos-dos-corticoides-nas-criancas-o-que-todos-deveriam-saber/</link><guid isPermaLink="false">007c3e1d-b711-4fe6-91dc-5bb5b2b8fc81</guid><category><![CDATA[Endocrinologia Pediátrica]]></category><category><![CDATA[Endocrinologista Infantil]]></category><category><![CDATA[outras]]></category><category><![CDATA[Corticoides]]></category><category><![CDATA[Síndrome de Cushing]]></category><category><![CDATA[Prednisolona]]></category><category><![CDATA[Prednisona]]></category><dc:creator><![CDATA[Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri]]></dc:creator><pubDate>Thu, 23 May 2019 17:22:06 GMT</pubDate><media:content url="http://endoped.com/content/images/2019/05/freestocks-org-126848-unsplash.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="http://endoped.com/content/images/2019/05/freestocks-org-126848-unsplash.jpg" alt="Os efeitos dos corticoides nas crianças: o que todos deveriam saber!"><p>Os corticoides (ex: prednisolona, prednisona) são utilizados para o tratamento de diversas doenças tais como Asma, Artrites, Síndrome Nefrótica (doença dos rins) e tumores.  Para essas e outras patologias tem doses e indicação médica precisa. <br>
No entanto, o uso crônico, prolongado ou por diversas vezes ao ano, pode ocasionar inúmeros efeitos colaterais.  É fundamental pesar o risco benefício para cada patologia e ficar atento com as reações que vou citar abaixo. <br>
Durante o uso dos corticoides a criança pode apresentar: irritabilidade, distúrbio do humor, aumento do apetite, ganho de peso e sangramento nasal. Esses efeitos geralmente regridem após a suspensão, quando usados em períodos curtos (&lt; 14 dias). <br>
Se o uso for prolongado, geralmente maior que 14 dias ou por diversas vezes em curto espaço de tempo, pode ocasionar: Síndrome de Cushing (aumento da gordura corporal, rosto avermelhado, lembrando uma lua cheia), pressão alta, aumento da glicemia, excesso de pelos, Glaucoma e Catarata (doenças nos olhos que podem afetar a pressão ocular ou levar a cegueira), insuficiência adrenal (a medicação atrapalha o funcionamento desta glândula que produz o cortisol e esta situação pode levar a vômitos, desidratação e até a morte), fraturas ósseas, infecções (por redução na imunidade), sangramento do trato digestivo, entre outros. <br>
Muitos pais não têm noção de que isso pode ocorrer com seus filhos, por isso quis escrever sobre este assunto. Tenho visto muitos pais usarem sem prescrição médica a prednisolona, especialmente para tosse. Esta medicação é muito séria e só deve ser usada em questões graves pulmonares e não por simples tosse. <br>
Tenho recebido muitas crianças com uso indiscriminado de corticoides e com os efeitos listados acima, por isso fica o alerta. Atenção mesmo ao usar corticoides! <br>
Para concluir, como Endocrinologista Pediátrica quero afirmar que os corticoides são excelentes medicações quando bem usadas, mas devem ser monitoradas em seus efeitos adversos. Portanto, cautela é a palavra chave e quando possível usar os corticoides na menor dose, menor potência, menor tempo possível para cada doença e claro com acompanhamento médico.</p>

<p>photo credit: <br>
<a style="background-color:black;color:white;text-decoration:none;padding:4px 6px;font-family:-apple-system, BlinkMacSystemFont, &quot;San Francisco&quot;, &quot;Helvetica Neue&quot;, Helvetica, Ubuntu, Roboto, Noto, &quot;Segoe UI&quot;, Arial, sans-serif;font-size:12px;font-weight:bold;line-height:1.2;display:inline-block;border-radius:3px" href="https://unsplash.com/@freestocks?utm_medium=referral&amp;utm_campaign=photographer-credit&amp;utm_content=creditBadge" target="_blank" rel="noopener noreferrer" title="Download free do whatever you want high-resolution photos from freestocks.org"><span style="display:inline-block;padding:2px 3px"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" style="height:12px;width:auto;position:relative;vertical-align:middle;top:-2px;fill:white" viewbox="0 0 32 32"><title>unsplash-logo</title><path d="M10 9V0h12v9H10zm12 5h10v18H0V14h10v9h12v-9z"/></svg></span><span style="display:inline-block;padding:2px 3px">freestocks.org</span></a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Diabéticos podem comer Ovos de Páscoa?]]></title><description><![CDATA[<p>A resposta é sim, mas com moderação e alguns cuidados. <br>
Primeiramente gostaria de orientar sobre a escolha do ovo de Páscoa. Os ovos diet geralmente possuem uma quantidade maior de gordura na sua composição e podem ser mais calóricos. É falsa a informação que não contém açúcar, pois existe açúcar</p>]]></description><link>http://endoped.com/diabeticos-podem-comer-ovos-de-pascoa/</link><guid isPermaLink="false">9e3a0dbe-89a7-48f5-a702-7ce3410c26a0</guid><category><![CDATA[Endocrinologia Pediátrica]]></category><category><![CDATA[Diabetes]]></category><category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category><category><![CDATA[Diabetes em criança]]></category><category><![CDATA[Páscoa]]></category><category><![CDATA[Ovos de Páscoa]]></category><category><![CDATA[Chocolate]]></category><category><![CDATA[Diet]]></category><category><![CDATA[Diabetes Infantil]]></category><dc:creator><![CDATA[Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri]]></dc:creator><pubDate>Tue, 16 Apr 2019 02:46:20 GMT</pubDate><media:content url="http://endoped.com/content/images/2019/04/2352361375_68e96f0410_b.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="http://endoped.com/content/images/2019/04/2352361375_68e96f0410_b.jpg" alt="Diabéticos podem comer Ovos de Páscoa?"><p>A resposta é sim, mas com moderação e alguns cuidados. <br>
Primeiramente gostaria de orientar sobre a escolha do ovo de Páscoa. Os ovos diet geralmente possuem uma quantidade maior de gordura na sua composição e podem ser mais calóricos. É falsa a informação que não contém açúcar, pois existe açúcar na matéria prima, eles somente não têm adição extra de açúcar, como nos convencionais. A glicemia tende a se elevar 4 horas após seu consumo e possuem maior risco de colesterol alto conforme a quantidade consumida. <br>
Os ovos convencionais de chocolate são outra opção, com menos gordura, porém com maior quantidade de açúcar, elevando mais rapidamente a glicemia. O açúcar presente no ovo de páscoa é medido pela quantidade de carboidratos, portanto é fundamental comparar os rótulos. O consumo ideal seria ≤ 25 gramas e claro com plano de insulina, conforme orientação médica. <br>
Por fim, temos os ovos de chocolate com maior concentração de cacau (>60%), também denominados amargos. Esses são os MELHORES!!!! Ele contém menor teor de açúcar, gorduras e sódio além de ser fonte de antioxidantes e fibras. Alguns estudos apontam inclusive benefício com o colesterol e prevenção de doenças cardiovasculares. Então se puder escolher, experimente esta opção! <br>
Dicas para uma Páscoa mais saudável e com alegria (adaptado da Sociedade Brasileira de Pediatria):</p>

<p>1) Dar apenas 1 ovo de Páscoa para cada criança da família. <br>
2) Não deixar a criança comer todo o ovo em um dia. O melhor é dividir em pequenos pedaços e aos poucos. <br>
3) Ler o rótulo do ovo de Páscoa para saber a quantidade de carboidratos. <br>
4) Medir a glicemia antes de comer o ovo de Páscoa. <br>
5) Aplicar insulina Rápida ou Ultrarrápida antes de comer o ovo de Páscoa, calculando a dose de acordo com a orientação médica. Em crianças pequenas, cuidado com a dose de insulina para não causar hipoglicemia. Aumentar um pouco a dose de insulina se a glicemia já estiver alta antes do chocolate e diminuir um pouco a dose se a glicemia estiver baixa antes do chocolate. <br>
6) Medir a glicemia 2 horas depois de comer um pedaço do ovo de Páscoa, porque a glicemia pode se elevar algum tempo depois devido à gordura presente no ovo.</p>

<p>Então, boa Páscoa para os diabéticos! Vocês podem, sim, comer chocolate na Páscoa, mas com prudência.</p>

<p>photo credit: alasam <a href="http://www.flickr.com/photos/24176761@N00/2352361375">HAPPY EASTER TO ALL OF MY FLICKR FRIENDS</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/">(license)</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Teste do Pezinho e Doenças Endócrinas]]></title><description><![CDATA[<p>O Teste do Pezinho é um exame para diagnosticar e tratar precocemente doenças que podem causar alterações graves e irreversíveis, como deficiência intelectual. Quando estas patologias são diagnosticadas e tratadas desde os primeiros dias de vida o bebê terá uma vida sem maiores consequências.
O teste deve ser realizado preferencialmente</p>]]></description><link>http://endoped.com/teste-do-pezinho-e-doencas-endocrinas/</link><guid isPermaLink="false">2c0e4e6f-bac5-46b0-9b97-5e227ef66404</guid><category><![CDATA[Endocrinologia Pediátrica]]></category><category><![CDATA[Endocrinologista Infantil]]></category><category><![CDATA[Endocrinopediatra]]></category><category><![CDATA[outras]]></category><category><![CDATA[Teste do Pezinho]]></category><category><![CDATA[Hiperplasia Adrenal Congênita]]></category><category><![CDATA[Hiperplasia Congênita de Suprarrenal]]></category><category><![CDATA[Hipotireoidismo Congênito]]></category><category><![CDATA[Deficiência Intelectual]]></category><category><![CDATA[Déficit de Crescimento]]></category><dc:creator><![CDATA[Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri]]></dc:creator><pubDate>Fri, 15 Mar 2019 16:41:00 GMT</pubDate><media:content url="http://endoped.com/content/images/2019/03/29603210638_b08217dcdd.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="http://endoped.com/content/images/2019/03/29603210638_b08217dcdd.jpg" alt="Teste do Pezinho e Doenças Endócrinas"><p>O Teste do Pezinho é um exame para diagnosticar e tratar precocemente doenças que podem causar alterações graves e irreversíveis, como deficiência intelectual. Quando estas patologias são diagnosticadas e tratadas desde os primeiros dias de vida o bebê terá uma vida sem maiores consequências.
O teste deve ser realizado preferencialmente após o bebê ter sido amamentado e ter mais de 48 horas de vida. No Paraná, o programa contempla exames para as seguintes doenças:  Fenilcetonúria, Fibrose Cística, Doenças Falciforme e outras Hemoglobinopatias, Deficiência de Biotinidase, Hipotireoidismo Congênito e Hiperplasia Adrenal Congênita. <br>
Abaixo vou descrever um pouco mais sobre Hipotireoidismo Congênito e Hiperplasia Adrenal Congênita, as duas doenças endócrinas pesquisadas neste teste.</p>

<h4 id="hipotireoidismocongnito">Hipotireoidismo Congênito</h4>

<p>O Hipotireoidismo Congênito é causado pela falta de produção total ou parcial dos hormônios tireoidianos, fundamentais para o desenvolvimento normal do cérebro, da inteligência e do crescimento da criança.  Isto pode ocorrer por alterações na formação da glândula tireoidiana ou por seu mau funcionamento. Seu tratamento deve ser iniciado o mais precoce possível, preferencialmente nas duas primeiras semanas de vida. Ele é simples, basta a ingesta oral de um remédio para repor os hormônios tireoidianos. Deste modo a criança crescerá e se desenvolverá sem sequelas, mas precisa manter o acompanhamento especializado para ajustar as doses da medicação, conforme uma série de critérios. <br>
Os sintomas ao nascer geralmente são inespecíficos, mas podem se acentuar caso atrase o tratamento: hipoatividade, dificuldade de sucção, choro rouco, problemas de alimentação e crescimento, icterícia prolongada, hérnia umbilical, constipação, fontanelas amplas, manifestações cardíacas e posteriormente deficiência intelectual.</p>

<h4 id="hiperplasiaadrenalcongnita">Hiperplasia Adrenal Congênita</h4>

<p>A Hiperplasia Adrenal Congênita é uma doença de origem genética, portanto os pais são portadores da alteração, mas nem sempre manifestam a doença. Ela é caracterizada pela deficiência enzimática, envolvida na fabricação de hormônios da Adrenal. Este distúrbio provoca sintomas devido ao excesso de hormônios masculinos e também devido à falta dos hormônios Cortisol e/ou Aldosterona, levando à crise de insuficiência adrenal e às vezes, alteração genital. Ela também possuiu algumas formas de maior ou menor intensidade e sintomas. <br>
Alguns sinais e sintomas podem ser observados especialmente a partir da segunda semana de vida, tais como: redução das mamadas, hipoatividade, perda de peso, vômitos, alteração na genitália, diarreia, desidratação com perda de sódio e excesso de potássio, hipotensão, choque e até óbito. <br>
Para confirmação da doença é necessário repetir o teste do pezinho e às vezes outros exames, sendo que de acordo com a circunstância é necessária a avaliação especializada. Algumas situações podem dar um falso resultado tais como: coleta no período errado, situações que geram maior estresse durante o nascimento do bebê, recém-nascidos prematuros, entre outras. Por isso a repetição do exame é fundamental para o diagnóstico. <br>
O tratamento é realizado com reposição hormonal, de forma endovenosa na crise e via oral na manutenção. Enfim, são alterações que se tratadas desde o início, não trarão sequelas para a criança.</p>

<p>photo credit: martininholte <a href="http://www.flickr.com/photos/111563372@N02/29603210638">little foot</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/">(license)</a> </p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O uso do hormônio de crescimento é seguro?]]></title><description><![CDATA[<p>O hormônio de crescimento (GH) é usado na prática clínica desde meados de 1980, portanto menos de 40 anos. Para a medicina, ainda é um tempo muito curto para avaliar alguns efeitos da terapia a longo prazo. Desta forma, o que irei abordar sobre segurança do GH é o que</p>]]></description><link>http://endoped.com/o-uso-do-hormonio-de-crescimento-e-seguro/</link><guid isPermaLink="false">d941ba1a-c803-4122-8fbb-6178485786d7</guid><category><![CDATA[Endocrinologia Pediátrica]]></category><category><![CDATA[Crescimento]]></category><category><![CDATA[Hormônio de Crescimento]]></category><category><![CDATA[Growth Hormone]]></category><category><![CDATA[GH]]></category><category><![CDATA[Baixa Estatura]]></category><category><![CDATA[Diabetes]]></category><category><![CDATA[Efeitos Colaterais]]></category><category><![CDATA[Nanismo Hipofisário]]></category><category><![CDATA[Hipertensão Intracraniana]]></category><category><![CDATA[Epifisiólise]]></category><category><![CDATA[Câncer]]></category><dc:creator><![CDATA[Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri]]></dc:creator><pubDate>Wed, 27 Feb 2019 14:14:41 GMT</pubDate><media:content url="http://endoped.com/content/images/2019/02/6930834045_35b2169b28_b--2-.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="http://endoped.com/content/images/2019/02/6930834045_35b2169b28_b--2-.jpg" alt="O uso do hormônio de crescimento é seguro?"><p>O hormônio de crescimento (GH) é usado na prática clínica desde meados de 1980, portanto menos de 40 anos. Para a medicina, ainda é um tempo muito curto para avaliar alguns efeitos da terapia a longo prazo. Desta forma, o que irei abordar sobre segurança do GH é o que se sabe até o momento. <br>
A terapia com hormônio de crescimento recombinante humano foi primeiramente desenvolvida para repor os casos de deficiência hormonal, denominado Nanismo Hipofisário. Assim, quando o tratamento é usado em doses fisiológicas, apenas para repor o que está faltando no organismo, ele tem se mostrado seguro. <br>
A pergunta mais comum dos pacientes é “Quais são os riscos desta terapia?”. <br>
A resposta: depende primeiro do diagnóstico. <br>
Sobre o risco de desenvolver um câncer, o que se sabe é que pode estar correlacionado com: 1) a dose elevada do hormônio; 2) com o diagnóstico (especialmente algumas síndromes) e 3) com o fato da criança já ter no seu histórico um tumor prévio.  O que todos os estudos apontam é a importância do seguimento a longo prazo, justamente para monitorar os adultos tratados com GH na infância para doença cardiovacular e tumores, visto que não há dados ainda nesta faixa etária. O que dispomos de dados até o momento, é que um tratamento bem indicado e monitorado, não tem aumentado o risco para tumores. <br>
Outra preocupação é sobre o desenvolvimento de Diabetes. O GH é um hormônio que naturalmente eleva a glicemia e reduz a sensibilidade a insulina, mas não aumenta o risco para Diabetes tipo 1 e é extremamente baixa para Diabetes tipo 2. Na prática, pode ocorrer aumento da resistência insulínica, o que às vezes requer redução da dose, mas no tratamento feito com acompanhamento médico, atividade física e alimentação adequada, o risco é quase zero. <br>
Outro efeito que podemos encontrar é a hipertensão intracraniana benigna, especialmente nos primeiros meses de tratamento. O paciente pode apresentar fortes dores de cabeça e vômitos. Nesta situação recomenda-se parar o GH e depois reiniciar com doses baixas, para uma melhor adaptação do corpo. <br>
Nos pacientes obesos o cuidado maior é com a Epifisiólise do Quadril. Isso pode ocorrer pois com o uso do GH, há um aumento do crescimento e o quadril tem maior risco de “escorregar” sobre a cabeça do fêmur. Neste caso há muita dor no quadril e dificuldade para andar e a grande prevenção é evitar o excesso de peso. <br>
Enfim, toda terapia medicamentosa pode ter riscos e com o GH não é diferente. No entanto, até o momento, quando realizado dentro das indicações, com seguimento médico adequado, ele tem se mostrado seguro, mas o seguimento a longo prazo é fundamental.</p>

<p>photo credit: EYECCD <a href="http://www.flickr.com/photos/26175824@N02/6930834045"></a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/">(license)</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Hormônio de Crescimento: quando usar?]]></title><description><![CDATA[<p>Nos últimos anos, um grande número de pais tem buscado informações sobre o uso do hormônio de crescimento (GH). Eles geralmente demonstram preocupação com a estatura de seus filhos e desejam uma altura “ideal” ou maior que a encontrada. Algumas vezes notam que estão mais baixos que os amigos da</p>]]></description><link>http://endoped.com/hormonio-de-crescimento-quando-usar/</link><guid isPermaLink="false">975b75eb-6da3-48ef-9069-cc1f435c861d</guid><category><![CDATA[Hormônio de Crescimento]]></category><category><![CDATA[Growth Hormone]]></category><category><![CDATA[GH]]></category><category><![CDATA[Síndrome de Turner]]></category><category><![CDATA[Nanismo]]></category><category><![CDATA[Baixa Estatura]]></category><category><![CDATA[Endocrinologista Infantil]]></category><category><![CDATA[Endocrinologia Pediátrica]]></category><category><![CDATA[Crescimento]]></category><dc:creator><![CDATA[Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri]]></dc:creator><pubDate>Wed, 13 Feb 2019 11:14:01 GMT</pubDate><media:content url="http://endoped.com/content/images/2019/02/30062341218_743745a6b3.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="http://endoped.com/content/images/2019/02/30062341218_743745a6b3.jpg" alt="Hormônio de Crescimento: quando usar?"><p>Nos últimos anos, um grande número de pais tem buscado informações sobre o uso do hormônio de crescimento (GH). Eles geralmente demonstram preocupação com a estatura de seus filhos e desejam uma altura “ideal” ou maior que a encontrada. Algumas vezes notam que estão mais baixos que os amigos da mesma idade e gostariam de fazer algo para alcançar uma boa altura adulta. De fato, uma parcela destas crianças se beneficiará de seu uso, mas as indicações são restritas e cada caso deve ser avaliado individualmente. <br>
O crescimento da criança é um reflexo da sua saúde como um todo. Uma redução do ritmo de crescimento gera a suspeita de que algo está errado. Muitas vezes são alterações em órgãos por doenças crônicas tais como asma mal controlada, nefropatias, cardiopatias, anemias, doença celíaca, entre outras que podem levar a baixa estatura. As alterações hormonais são responsáveis pela minoria dos casos, mas devem ser investigadas e afastadas. <br>
As indicações do uso do GH têm sido amplamente estudadas e hoje existem condições em que a indicação é absoluta:</p>

<ul>
<li>Deficiência do hormônio de crescimento (Nanismo Hipofisário);</li>
<li>Síndrome de Turner (alteração genética em meninas que apresentam baixa estatura e atraso puberal);</li>
<li>Insuficiência renal crônica.</li>
</ul>

<p>Com o avanço das pesquisas, as indicações vêm sendo ampliadas e nas condições abaixo também pode ser indicado:</p>

<ul>
<li>PIG (paciente pequeno para idade gestacional sem recuperação da estatura durante os primeiros anos de vida);</li>
<li>Prematuros (principalmente prematuros extremos que não recuperaram estatura até 4 anos de vida);</li>
<li>Síndrome de Prader-Willi (obesidade, atraso puberal e atraso mental leve);</li>
<li>Pós- operatório de cirurgias intracranianas ou trauma crânio-encefálico com redução da velocidade de crescimento;</li>
<li>Baixa estatura idiopática (sem causa determinada).</li>
</ul>

<p>Para os pais, os principais sinais de alerta são: diminuição da velocidade de crescimento (demora para trocar número de roupas e calçados), grande diferença na altura entre irmãos ou do ritmo de crescimento dos outros membros da família e quando a criança está abaixo dos colegas da escola na mesma faixa etária.  Nestas situações é importante fazer uma avaliação com o pediatra que acompanha o paciente e/ou endocrinologista pediátrico. Destes, alguns terão indicação do hormônio de crescimento e poderão apresentar excelente resposta. </p>

<p>photo credit: PeterThoeny <a href="http://www.flickr.com/photos/98786299@N00/30062341218">It's play time!</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/">(license)</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Quando se preocupar com pelos nas crianças?]]></title><description><![CDATA[<p>Várias são as causas de pilificação excessiva em crianças, variando de condições benignas até doenças mais graves. O diagnóstico depende das áreas onde estão estes pelos, tais como axila, região pubiana, dorso, membros e face, bem como da idade da criança e dos exames laboratoriais. Criança com pelos em região</p>]]></description><link>http://endoped.com/quando-se-preocupar-com-pelos-nas-criancas/</link><guid isPermaLink="false">cd941454-76ed-4b99-ba39-7c4b5b51589c</guid><category><![CDATA[Endocrinologia Pediátrica]]></category><category><![CDATA[Puberdade Precoce]]></category><category><![CDATA[Pelos em crianças]]></category><category><![CDATA[Pilificação excessiva]]></category><category><![CDATA[Tumor de Suprarrenal]]></category><category><![CDATA[Puberdade]]></category><dc:creator><![CDATA[Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri]]></dc:creator><pubDate>Fri, 01 Feb 2019 11:48:22 GMT</pubDate><media:content url="http://endoped.com/content/images/2019/02/45094419112_aebb05b050.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="http://endoped.com/content/images/2019/02/45094419112_aebb05b050.jpg" alt="Quando se preocupar com pelos nas crianças?"><p>Várias são as causas de pilificação excessiva em crianças, variando de condições benignas até doenças mais graves. O diagnóstico depende das áreas onde estão estes pelos, tais como axila, região pubiana, dorso, membros e face, bem como da idade da criança e dos exames laboratoriais. Criança com pelos em região pubiana e/ ou axilar são as que mais preocupam. <br>
É bom lembrar que quanto mais precoce o aparecimento de pelos, especialmente em menores de 8 anos, maior a chance de apresentar doenças como puberdade precoce, tumores ou hiperplasia adrenal. Nestes casos, a criança deve ser avaliada por um Endocrinologista Pediátrico o mais cedo possível, pois são doenças que respondem bem ao tratamento, desde que realizados no tempo certo. 
A puberdade precoce geralmente inicia-se com aumento do broto mamário em meninas (&lt; 8 anos) e aumento testicular em meninos (> 9 anos), mas pode cursar primeiramente com pelos em região pubiana e axilar. Os exames complementares concluem o diagnóstico e quando necessário é instituído o tratamento de bloqueio hormonal. <br>
É interessante saber que no sul do Brasil, especialmente no estado do Paraná, se concentra o maior número de casos de tumores de suprarrenal do mundo. Uma das primeiras manifestações clínicas deste tipo de tumor é o aparecimento de pelos na região pubiana, acne e irritabilidade.
Outra causa do aumento de pelos é a hiperplasia congênita de suprarrenal, na qual há uma alteração genética com produção excessiva de hormônios. Nesta doença, a altura da criança é comprometida, pois há uma maturação óssea precoce, que posteriormente leva a baixa estatura. Muitas vezes, esta doença acomete mais membros da mesma família, que muitas vezes desconhece o diagnóstico. É importante salientar que também, há tratamento para este distúrbio, evitando consequências mais graves como infertilidade futura. <br>
Já nas adolescentes, o motivo comum do excesso de pelos é a Síndrome de Ovários Policísticos. Nesta Síndrome, geralmente há uma alteração dos ciclos menstruais, apresenta hiperandrogenismo (caracterizado por pele oleosa, acne e pelos excessivos) e na ultrassonografia há um aparecimento de diversos microcistos no ovário. <br>
Enfim, estas foram algumas dentre as diversas causas que podem acometer as crianças e os adolescentes com excesso de pelos. Todas estas situações merecem especial atenção pelos pais, que devem procurar um especialista para a realização do diagnóstico e o tratamento precoce.</p>

<p>photo credit: ::: M @ X ::: <a href="http://www.flickr.com/photos/71337499@N00/45094419112">Mora</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/">(license)</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Hipotireoidismo em Criança]]></title><description><![CDATA[<p>Hipotireoidismo é literalmente um baixo funcionamento da glândula tireoide. Quando esses níveis hormonais estão baixos e provocam sintomas, então realmente necessita de reposição hormonal com levotiroxina.  Por outro lado, outra condição é ainda mais frequente e gera muitas dúvidas, o hipotireoidismo subclínico. Neste caso o TSH está um pouco elevado</p>]]></description><link>http://endoped.com/hipotireoidismo-em-crianca/</link><guid isPermaLink="false">6185ef80-9f1c-40b3-b0e5-f402be0377e9</guid><category><![CDATA[Endocrinologia Pediátrica]]></category><category><![CDATA[Hipotireoidismo]]></category><category><![CDATA[Hipotireoidismo de Hashimoto]]></category><category><![CDATA[TSH]]></category><category><![CDATA[Tireoidite Autoimune]]></category><category><![CDATA[T4]]></category><category><![CDATA[Hipotireoidismo em Criança]]></category><category><![CDATA[tireoide]]></category><dc:creator><![CDATA[Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri]]></dc:creator><pubDate>Thu, 04 Oct 2018 18:41:07 GMT</pubDate><media:content url="http://endoped.com/content/images/2018/10/26035101262_2d5c7d7e8e.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="http://endoped.com/content/images/2018/10/26035101262_2d5c7d7e8e.jpg" alt="Hipotireoidismo em Criança"><p>Hipotireoidismo é literalmente um baixo funcionamento da glândula tireoide. Quando esses níveis hormonais estão baixos e provocam sintomas, então realmente necessita de reposição hormonal com levotiroxina.  Por outro lado, outra condição é ainda mais frequente e gera muitas dúvidas, o hipotireoidismo subclínico. Neste caso o TSH está um pouco elevado entre 5,0-10,0 mU/L, com T4 ou T4 livre normal e sem a presença de sintomas. Não há consenso sobre esses valores na faixa etária pediátrica, por isso merecem atenção e acompanhamento, a fim de tratar somente os casos que realmente haja necessidade. <br>
O hormônio tireoidiano funciona como gasolina no carro. Se a gasolina está na reserva ele pode andar mau, e se acabar, o carro vai parar. Nas crianças esse hormônio é fundamental para o crescimento, desenvolvimento neuropsicomotor e cognitivo, interfere no peso, na pele, cabelo, batimentos cardíacos, enfim, em quase todo o corpo. <br>
O que é consenso: TSH maior que 10 mU/L, em exames repetidos ou em franca elevação, merece tratamento.  Valores menores que esse é importante olhar se há auto anticorpos, realizar uma ultrassonografia da glândula e ver o histórico familiar. O conjunto desses fatores são imprescindíveis para determinar o rumo de cada caso. <br>
Algumas circunstâncias merecem destaque:</p>

<p><strong>1. Obesidade.</strong>  Frequentemente encontramos TSH entre 5,0-7,0 mU/L, mas é uma alteração adaptativa que não necessita de tratamento hormonal. Geralmente com a perda de peso, há normalização.</p>

<p><strong>2. Síndromes.</strong> Down, Turner entre outras tem risco aumentado de tireoidite autoimune e merecem acompanhamento anual.</p>

<p><strong>3. Doenças autoimunes.</strong> Diabetes tipo 1, celíacos, entre outras patologias são doenças autoimunes e assim tem risco aumentado para outras doenças com a mesma etiologia autoimune, como é o caso do hipotireoidismo de Hashimoto, que é a causa mais frequente na infância.</p>

<p><strong>4. Crianças com câncer e radioterapia.</strong> Esse grupo, especialmente que sofreram irradiação de cabeça e pescoço, tem risco aumentado de apresentar alterações na glândula e seu mau funcionamento.</p>

<p><strong>5. Alteração do TSH em menores de 3 anos.</strong> Estas crianças merecem acompanhamento de perto e frequentemente tratamento, visto que o hormônio tireoidiano é fundamental para o desenvolvimento cerebral. A causa mais comum é a disormonogênese, ou seja não forma corretamente T3 e T4.</p>

<p>Enfim, elevação do TSH na infância deve ser sempre acompanhada e em algumas situações tratadas.</p>

<p>photo credit: Greens MPs <a href="http://www.flickr.com/photos/52218251@N07/26035101262">Mom with kid at the doctor.</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/2.0/">(license)</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Distúrbios Menstruais nas Adolescentes]]></title><description><![CDATA[<p>As alterações menstruais são frequentes entre as adolescentes, gerando grande preocupação entre as meninas e os seus pais.  No Brasil, a idade média para a primeira menstruação, denominada menarca, ocorre aproximadamente entre 11-12 anos. A menarca é considerada normal dos 10 aos 15 anos, sendo puberdade precoce antes deste período</p>]]></description><link>http://endoped.com/alteracoes-menstruais-na-adolescencia/</link><guid isPermaLink="false">44878351-c2a0-4352-a5cf-a4567f6ec1dc</guid><category><![CDATA[Endocrinologia Pediátrica]]></category><category><![CDATA[Menstruação]]></category><category><![CDATA[Puberdade]]></category><category><![CDATA[Menarca]]></category><category><![CDATA[Ciclos Menstruais]]></category><category><![CDATA[Adolescência]]></category><dc:creator><![CDATA[Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri]]></dc:creator><pubDate>Thu, 04 Oct 2018 18:06:52 GMT</pubDate><media:content url="http://endoped.com/content/images/2018/10/33874369231_6cc64c82e0.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="http://endoped.com/content/images/2018/10/33874369231_6cc64c82e0.jpg" alt="Distúrbios Menstruais nas Adolescentes"><p>As alterações menstruais são frequentes entre as adolescentes, gerando grande preocupação entre as meninas e os seus pais.  No Brasil, a idade média para a primeira menstruação, denominada menarca, ocorre aproximadamente entre 11-12 anos. A menarca é considerada normal dos 10 aos 15 anos, sendo puberdade precoce antes deste período e atrasada após este período. <br>
A menstruação geralmente ocorre no final da puberdade, quando o corpo está terminando de se desenvolver e por isso o crescimento também  é lento, mas não significa que a menina não irá mais crescer. O eixo hormonal hipotálamo hipófise gonadal não está completamente formado com a menarca. O comum é justamente o contrário, que o eixo hormonal funcione de um modo irregular e por isso os ciclos menstruais são desregulados, podendo menstruar duas vezes no mês ou mesmo pular alguns meses. <br>
Após a menarca, os ciclos menstruais podem permanecer “bagunçados” por dois ou três anos, pois frequentemente são anovulatórios, isto é, sem ovulação, sendo esta a principal causa da irregularidade menstrual.  Esta é uma condição benigna denominada sangramento uterino disfuncional, mas existem outras causas que merecem tratamento e que podem ser preocupantes tais como: síndrome de ovários policísticos, alterações da tireoide (hipo ou hipertireoidismo), distúrbios da prolactina, anorexia nervosa, endometriose entre outras doenças. Assim, é sempre importante procurar uma avaliação médica para confirmar se estas alterações menstruais são próprias da adolescência ou se há outras doenças associadas. <br>
Mesmo na síndrome uterina disfuncional, algumas meninas podem apresentar sangramento excessivo ou com duração prolongada, chegando até à anemia intensa. Nestes casos também é indicado medicamentos hormonais para regularizar o ciclo, geralmente utilizados por tempo determinado. Uma dúvida frequente dos pais e pacientes é “Quem procurar para realizar o tratamento?” Como já explicado, estas alterações geralmente são de origem hormonal e por isso o(a) Endocrinologista Pediátrico(a) juntamente com o(a) Ginecologista trabalham em parceria nestas situações. <br>
Enfim, é importante acompanhar cada caso de modo individual, lembrando que a adolescente deve sempre anotar os dias em que está menstruada, pois desta forma é possível fazer um controle adequado e diagnosticar causas de sangramento anormal caso o problema persista. </p>

<p>photo credit: Scott Sanford Photography <a href="http://www.flickr.com/photos/11961261@N07/33874369231">Sisters 0045</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/">(license)</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Baixa Estatura]]></title><description><![CDATA[<p>A baixa estatura pode ser a causa de grandes complexos para crianças, adolescentes e adultos. Sabemos que a cada geração as pessoas estão mais altas, entretanto, um grupo de indivíduos não segue por este caminho e permanece bem abaixo da média. <br>
Toda criança que apresenta crescimento lento, parada no crescimento</p>]]></description><link>http://endoped.com/baixa-estatura/</link><guid isPermaLink="false">7841567a-ed51-4676-b194-02b02f798087</guid><category><![CDATA[Endocrinologia Pediátrica]]></category><category><![CDATA[Baixa Estatura]]></category><category><![CDATA[Crescimento]]></category><category><![CDATA[Hormônio de Crescimento]]></category><category><![CDATA[GH]]></category><category><![CDATA[Nanismo]]></category><category><![CDATA[Baixa Estatura Familiar]]></category><category><![CDATA[Baixa Estatura Constitucional]]></category><dc:creator><![CDATA[Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri]]></dc:creator><pubDate>Thu, 04 Oct 2018 17:34:34 GMT</pubDate><media:content url="http://endoped.com/content/images/2018/10/16118502445_e90ece512d_z.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="http://endoped.com/content/images/2018/10/16118502445_e90ece512d_z.jpg" alt="Baixa Estatura"><p>A baixa estatura pode ser a causa de grandes complexos para crianças, adolescentes e adultos. Sabemos que a cada geração as pessoas estão mais altas, entretanto, um grupo de indivíduos não segue por este caminho e permanece bem abaixo da média. <br>
Toda criança que apresenta crescimento lento, parada no crescimento ou que permanece sendo uma das mais baixinhas da escola, deve ser criteriosamente avaliada. Nesta avaliação, inicialmente é realizada uma investigação detalhada de dados clínicos como peso e altura de nascimento, altura dos outros integrantes da família; além de dados do exame físico da criança ou adolescente, no qual o peso e a altura são avaliados por curvas de crescimento. Finalmente, temos a parte dos exames que fecham a avaliação, tais como a radiografia de idade óssea até testes hormonais mais complexos dependendo de cada caso. <br>
Existem muitas causas de baixa estatura, desde condições que não são consideradas patológicas, tais como baixa estatura familiar ou atraso constitucional do crescimento que são aquelas crianças que se desenvolvem lentamente e fazem o estirão da puberdade mais tarde. No entanto, há também outras causas preocupantes, tais como doenças crônicas renais e hepáticas, doenças ósseas, genéticas e as causas hormonais (endócrinas). A seguir são apresentadas as principais doenças endocrinológicas que causam baixa estatura:</p>

<ul>
<li>Doenças da hipófise (Panhipopituitarismo);</li>
<li>Deficiência do hormônio do crescimento (GH);</li>
<li>Crianças com baixo peso – Pequeno para a Idade Gestacional (PIG) - (menor 2,5 kg) ou baixa estatura (46 cm) no nascimento, sem recuperação após os 2 anos;</li>
<li>Tumores do sistema nervoso central com deficiência do GH;</li>
<li>Síndromes genéticas tais como Turner, Noonan;</li>
<li>Doenças da Tireoide (Hipotireoidismo);</li>
<li>Doenças da glândula supra-renal (Cushing).</li>
</ul>

<p>Atualmente, existe tratamento para quase todas estas doenças, lembrando que quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor será o resultado do tratamento. Um dos tratamentos mais difundidos é o uso de hormônio de crescimento (GH), com bons resultados quando a criança apresenta deficiência hormonal. <br>
Avaliar se a criança realmente possui baixa estatura é fundamental, pois assim é possível afastar as possibilidades de doenças ou diagnosticá-las e tratá-las corretamente.</p>

<p>photo credit: julien.ribot <a href="http://www.flickr.com/photos/96792454@N03/16118502445">Stary Woody Smiley</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/">(license)</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Síndrome Metabólica na Infância]]></title><description><![CDATA[<p>A obesidade e a Síndrome Metabólica estão aumentando progressivamente nas últimas três décadas, na população pediátrica do Brasil e do mundo. <br>
Não há números exatos desta entidade no Brasil, mas os números variam de 10% a 30% conforme a região e a população estudada, sendo prevalente entre crianças e adolescentes</p>]]></description><link>http://endoped.com/sindrome-metabolica-na-infancia/</link><guid isPermaLink="false">e0b96670-8580-48f5-ae1c-d57a5cac69af</guid><category><![CDATA[Endocrinologia Pediátrica]]></category><category><![CDATA[Obesidade Infantil]]></category><category><![CDATA[Obesidade em Crianças]]></category><category><![CDATA[Diabetes]]></category><category><![CDATA[Dislipidemia]]></category><category><![CDATA[Síndrome Metabólica]]></category><category><![CDATA[Colesterol Alto]]></category><category><![CDATA[Pressão Alta]]></category><dc:creator><![CDATA[Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri]]></dc:creator><pubDate>Thu, 04 Oct 2018 02:12:49 GMT</pubDate><media:content url="http://endoped.com/content/images/2018/10/39726317700_39f0115ee7_z.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="http://endoped.com/content/images/2018/10/39726317700_39f0115ee7_z.jpg" alt="Síndrome Metabólica na Infância"><p>A obesidade e a Síndrome Metabólica estão aumentando progressivamente nas últimas três décadas, na população pediátrica do Brasil e do mundo. <br>
Não há números exatos desta entidade no Brasil, mas os números variam de 10% a 30% conforme a região e a população estudada, sendo prevalente entre crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesidade. <br>
A Síndrome Metabólica é o conjunto de alterações que aumentam o risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 e já se inicia na infância. <br>
É essencial avaliar as crianças e adolescentes especialmente com excesso de peso para prevenir ou diagnosticar precocemente esta síndrome a fim evitar ou reverter suas complicações.</p>

<table>  
  <thead>
    <tr>
      <th colspan="2">Critérios para Síndrome Metabólica (Federação Internacional de Diabetes)</th>
    </tr>
  </thead>
  <tbody>
  <tr>
    <td>1</td>
    <td>Obesidade central (circunferência abdominal)</td>
  </tr>
  <tr>
    <td>2</td>
    <td>Triglicerídeos: maior que 150mg/dl</td>
  </tr>
  <tr>
    <td>3</td>
    <td>HDL-colesterol: menor que 40mg/dl</td>
  </tr>
  <tr>
    <td>4</td>
    <td>Hipertensão arterial</td>
  </tr>
  <tr>
    <td>5</td>
    <td>Glicemia de jejum: maior que 100mg/dl</td>
  </tr>
  </tbody>
</table>  

<p>Para o diagnóstico é necessário obesidade central associada a outros dois critérios acima. <br>
A Síndrome Metabólica na vida adulta está relacionada às principais causas de morte do mundo tais como diabetes, dislipidemias (colesterol e triglicerídeos elevados), doenças cardiovasculares entre elas infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). Todas essas doenças podem ser prevenidas, se já na infância iniciarmos com alimentação equilibrada, com a prática regular de atividade física e com consultas médicas periódicas.  </p>

<table>  
  <thead>
    <tr>
      <th colspan="2">Sinais de alerta para a Síndrome Metabólica</th>
    </tr>
  </thead>
  <tbody>
  <tr>
    <td>1</td>
    <td>Mancha escura no pescoço, axilas ou virilha (acantose nigricans): sinal do pré-diabetes.</td>
  </tr>
  <tr>
    <td>2</td>
    <td>Obesidade abdominal (barriguinha sobre a calça).</td>
  </tr>
  <tr>
    <td>3</td>
    <td>Ganho excessivo de peso no último ano.</td>
  </tr>
  <tr>
    <td>4</td>
    <td>Parentes de primeiro grau (pais, irmãos ou avós) com infarto ou AVC antes dos 55 anos em homens ou 60 anos em mulheres.</td>
  </tr>
  <tr>
    <td>5</td>
    <td>Obesidade, diabetes tipo 2, colesterol ou triglicerídeos alto na família.</td>
  </tr>
  </tbody>
</table>  

<p>Especialmente as crianças e adolescentes que apresentam algum dos sinais acima devem procurar assistência médica especializada, para realizar a avaliação completa e se necessário iniciar o tratamento precoce a fim de evitar complicações futuras.</p>

<p>photo credit: rawpixel.com <a href="http://www.flickr.com/photos/147875007@N03/39726317700">Flatlay of assorted jelly fruits and sprinkles textured background</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/">(license)</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Alterações do Cálcio e Vitamina D na infância e adolescência]]></title><description><![CDATA[<p>O cálcio é um elemento fundamental para o desenvolvimento da criança e do adolescente, pois exerce diversas funções metabólicas no organismo. Dentre as principais funções estão: participação da formação óssea, crescimento e ainda na ação de vários hormônios. <br>
O metabolismo do cálcio por sua vez está ligado ao da vitamina</p>]]></description><link>http://endoped.com/alteracoes-do-calcio-e-vitamina-d-na-infancia-e-adolescencia/</link><guid isPermaLink="false">f6640624-9fe9-4a91-b294-e4646ca62a84</guid><category><![CDATA[Endocrinologia Pediátrica]]></category><category><![CDATA[outras]]></category><category><![CDATA[Vitamina D]]></category><category><![CDATA[Cálcio]]></category><category><![CDATA[Osso]]></category><category><![CDATA[Hipocondroplasia]]></category><dc:creator><![CDATA[Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri]]></dc:creator><pubDate>Thu, 04 Oct 2018 02:01:00 GMT</pubDate><media:content url="http://endoped.com/content/images/2018/10/45021001181_8d9c56d0fd_z.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="http://endoped.com/content/images/2018/10/45021001181_8d9c56d0fd_z.jpg" alt="Alterações do Cálcio e Vitamina D na infância e adolescência"><p>O cálcio é um elemento fundamental para o desenvolvimento da criança e do adolescente, pois exerce diversas funções metabólicas no organismo. Dentre as principais funções estão: participação da formação óssea, crescimento e ainda na ação de vários hormônios. <br>
O metabolismo do cálcio por sua vez está ligado ao da vitamina D, que é formada em nossa pele através dos raios solares (ultravioleta). Esta vitamina D posteriormente é metabolizada no fígado e nos rins, através de enzimas, tornando-se ativa em nosso organismo e ajudando principalmente na mineralização e crescimento ósseo. <br>
Mesmo sendo tão importante, a maioria das crianças e dos adolescentes não consomem a quantidade necessária de cálcio, que é encontrado especialmente no leite e derivados (ex. queijos e iogurtes) e além disso, ficam pouco expostas ao sol. Cabe ainda recordar que no inverno quase não produzimos vitamina D devido a inclinação dos raios solares. Esta ingesta insuficiente de cálcio e a baixa exposição solar pode ocasionar várias doenças endocrinológicas tais como: raquitismo, déficit do crescimento, baixa massa óssea na criança e osteoporose no adulto.  </p>

<table>  
  <thead>
    <tr>
      <th colspan="2">Tipos de Raquitismo</th>
    </tr>
  </thead>
  <tbody>
  <tr>
    <td>1</td>
    <td>Nutricional – causado pela deficiência de vitamina D e/ou cálcio.</td>
  </tr>
  <tr>
    <td>2</td>
    <td>Hipofosfatêmico – doença genética ligada ao cromossomo X, onde há perda de fósforo e que também pode comprometer o cálcio.</td>
  </tr>
  <tr>
    <td>3</td>
    <td>Dependente de vitamina D tipo I – falha na produção da vitamina D ativa.</td>
  </tr>
  <tr>
    <td>4</td>
    <td>Dependente de vitamina D tipo II – resistência à vitamina D ativa por alteração no receptor.</td>
  </tr>
  </tbody>
</table>  

<p>Dos tipos de raquitismo citados, vale ressaltar que no Brasil o tipo mais comum é o nutricional, pela falta de exposição solar adequada que deveria ser em torno de 20 minutos ao dia e pela baixa ingesta de alguns peixes como salmão, sardinha e atum, e outros alimentos como cogumelos Shiitake. <br>
São frequentes os distúrbios do crescimento ou dores ósseas em crianças que consomem pouco leite e derivados. Nessas crianças e adolescentes é necessário fazer suplementação com cálcio, especialmente nas que usam somente o leite de soja e derivados, pois estes produtos, em sua maioria, não contém cálcio suficiente. As crianças com intolerância a lactose ou alergia a proteína do leite de vaca são as que possuem maior risco. Portanto é fundamental avaliar e se necessário suplementar vitamina D e cálcio! <br>
Nas crianças que fazem uso de medicamentos anticonvulsivantes e as obesas, também possuem um maior risco de insuficiência, pois há uma alteração no metabolismo com maior eliminação da vitamina D e cálcio. <br>
Enfim, é na infância e adolescência, que formamos a massa óssea, onde ocorre o estirão do crescimento, sendo assim um período crítico para uma boa ingesta de cálcio e vitamina D ou se necessário fazer suplementação para evitar doenças como a osteoporose na fase adulta.</p>

<p>photo credit: PeterThoeny <a href="http://www.flickr.com/photos/98786299@N00/45021001181">Let's build a city</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/">(license)</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Crianças podem ter problemas na Tireoide?]]></title><description><![CDATA[<p>Sim. Muitas pessoas pensam que as doenças da Tireoide afetam apenas adultos, mas estão enganadas. A Tireoide é uma glândula, localizada na região anterior do pescoço e produz os hormônios conhecidos como T3 e T4, que são essenciais para a vida, sendo reguladas pelo TSH produzido pela hipófise. <br>
Quando a</p>]]></description><link>http://endoped.com/criancas-podem-ter-problemas-na-tireoide-2/</link><guid isPermaLink="false">5c413ad2-244f-48e3-8312-3eb367c0edbd</guid><category><![CDATA[Endocrinologia Pediátrica]]></category><category><![CDATA[tireoide]]></category><category><![CDATA[TSH]]></category><category><![CDATA[Hipotireoidismo de Hashimoto]]></category><category><![CDATA[Tireoidite]]></category><category><![CDATA[Hipotireoidismo]]></category><category><![CDATA[Hipertireoidismo]]></category><dc:creator><![CDATA[Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri]]></dc:creator><pubDate>Wed, 03 Oct 2018 21:13:11 GMT</pubDate><media:content url="http://endoped.com/content/images/2018/10/28489569097_ff1cea6c0a_z.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="http://endoped.com/content/images/2018/10/28489569097_ff1cea6c0a_z.jpg" alt="Crianças podem ter problemas na Tireoide?"><p>Sim. Muitas pessoas pensam que as doenças da Tireoide afetam apenas adultos, mas estão enganadas. A Tireoide é uma glândula, localizada na região anterior do pescoço e produz os hormônios conhecidos como T3 e T4, que são essenciais para a vida, sendo reguladas pelo TSH produzido pela hipófise. <br>
Quando a Tireoide está funcionando pouco, denomina-se hipotireoidismo. Há várias causas para o hipotireoidismo, sendo a Tireoidite de Hashimoto o tipo mais comum, que é uma doença autoimune na qual o próprio corpo destrói a glândula. Esta doença da tireoide é mais frequente no sexo feminino e na adolescência, porém pode ocorrer em ambos os sexos e em qualquer faixa etária. Os principais sintomas do hipotireoidismo são: cansaço, sonolência, ganho de peso, queda de cabelo, pele seca, unha quebradiça, dificuldade de aprendizado e déficit de crescimento. Além disso, algumas crianças podem apresentar um bócio (inchaço do pescoço), mas esse pode ser um sinal tardio, além de bradicardia. <br>
É importante ressaltar que muitas crianças obesas ou que estão com baixa estatura, podem estar com hipotireoidismo, sendo imprescindível à avaliação da função tireoidiana. 
Outra informação importante é que os bebês podem nascer com alterações da Tireoide, denominado hipotireoidismo congênito. Este diagnóstico é realizado com o auxílio do “Teste do Pezinho”, sendo muito importante sua detecção precoce, pois estes hormônios são fundamentais para o desenvolvimento do cérebro. Quando a criança não recebe o tratamento adequado que se inicia nos primeiros meses de vida, ela pode apresentar grandes dificuldades de aprendizado. <br>
A segunda doença tireoidiana que mais acomete as crianças e adolescente é o hipertireoidismo (produção excessiva de hormônios), sendo mais comum a doença de Graves, que também é uma doença autoimune. Neste caso, é comum o aparecimento de bócio e os principais sintomas são: irritabilidade, alterações do humor, calor excessivo, suor nas mãos, palpitações, tremores e alterações nos olhos. <br>
É bom lembrar que toda criança que apresenta um familiar de primeiro grau (pais, avós, tios ou irmãos) com alguma alteração da Tireoide, tem maior chance de ter uma doença desta glândula e necessita realizar uma avaliação próxima da adolescência ou em qualquer idade se apresentar qualquer sinal clínico de hipotireoidismo ou hipertireoidismo.
Quando confirmada uma das doenças acima, na maioria dos casos são utilizados medicamentos orais de reposição ou bloqueio hormonal e o acompanhamento é realizado com o endocrinologista pediátrico. </p>

<p>photo credit: BryonLippincott <a href="http://www.flickr.com/photos/58690077@N08/28489569097">Wooden toy truck</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nd/2.0/">(license)</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Como montar uma lancheira saudável?]]></title><description><![CDATA[<p>Esta é uma pergunta frequente no consultório e muito pertinente. Não é fácil montar todos os dias um lanche gostoso, saudável e que a criança aceite. Os erros mais frequentes são os alimentos industrializados repletos de açúcar (sucos artificiais), gorduras e sal (salgadinhos), o que propiciam obesidade, colesterol elevado e</p>]]></description><link>http://endoped.com/como-montar-uma-lancheira-saudavel/</link><guid isPermaLink="false">68fbc9ca-dc16-490c-927d-c87434204bcc</guid><category><![CDATA[Endocrinologia Pediátrica]]></category><category><![CDATA[Obesidade Infantil]]></category><category><![CDATA[Obesidade em Crianças]]></category><category><![CDATA[Lancheira Saudável]]></category><dc:creator><![CDATA[Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri]]></dc:creator><pubDate>Wed, 03 Oct 2018 21:00:21 GMT</pubDate><media:content url="http://endoped.com/content/images/2018/10/2615609879_031ccc6543_z.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="http://endoped.com/content/images/2018/10/2615609879_031ccc6543_z.jpg" alt="Como montar uma lancheira saudável?"><p>Esta é uma pergunta frequente no consultório e muito pertinente. Não é fácil montar todos os dias um lanche gostoso, saudável e que a criança aceite. Os erros mais frequentes são os alimentos industrializados repletos de açúcar (sucos artificiais), gorduras e sal (salgadinhos), o que propiciam obesidade, colesterol elevado e hipertensão. <br>
O primeiro passo para um lanche saudável é conhecer os grupos alimentares e se planejar. Deste modo a criança terá uma diversidade adequada de lanches que irá suprir suas necessidades nutricionais, sem acarretar outros danos à saúde. <br>
Para um lanche saudável e completo, os itens abaixo devem estar presentes nas lancheiras: </p>

<ul>
<li>Uma porção de fruta</li>
<li>Uma porção de carboidrato</li>
<li>Uma bebida (líquido)</li>
<li>Uma porção de proteína</li>
</ul>

<p>A fruta é parte indispensável do lanche e pode ser mandada inteira, como uma pequena maça, ou picada em porções. Se não for possível fruta fresca, há também opção de frutas secas tais como damasco, ameixa e uva passa. <br>
A porção de carboidrato é a que requer maior cuidado, pois ela é apenas parte do lanche, importante para fornecer energia, mas o excesso gera obesidade e outras complicações. Entre opções temos: pães integrais, salgados caseiros (como esfirra integral), panqueca, tapioca, crepioca, bolos sem recheio, biscoitos de gergelim/ integrais e barras de cereais. Os salgados vendidos em algumas escolas são até assados, no entanto é comum ser de um tamanho excessivo e recheios gordurosos como catupiri, salsicha o que não seria adequado. <br>
A bebida é importante para hidratar a criança. A água é o principal líquido, mas pode variar com sucos naturais, água de coco, chás caseiros, especialmente nos dias de atividades recreativas. <br>
Por fim a proteína, um grupo que ajuda na construção do corpo. Os derivados de leite como queijo, iogurtes entram neste grupo e são importantes também por oferecer cálcio, que é fundamental para o crescimento ósseo. Ainda como opção temos as carnes (vermelha, frango, atum) que podem ser o recheio dos pães, salgados e tortas. <br>
Outra dica para compor a lancheira é usar dos vegetais. Fazer lanche natural com alface, milho, colocar porções separadas de cenoura baby ou tomate cereja, enfim deixe a criatividade tomar conta. <br>
Por fim, um mix de castanhas também poderia entrar como fonte de energia e gordura saudável (HDL). <br>
Bem, sabendo como montar a lancheira, cabe aos pais se organizarem para isso. Com certeza é preciso investir tempo para ter uma alimentação saudável. Ao realizar a compra da semana, é importante já imaginar quais lanches a criança irá levar durante aquele período. Se possível, leve seu filho ao mercado para ajudar nas escolhas. Quanto mais a criança participa da sua lancheira, mais fácil sua aceitação. Envolva a criança em todo o preparo, será educativo e divertido! <br>
Caso a criança apresente restrições alimentares, distúrbios nutricionais ou mesmo outras complicações como colesterol elevado e alterações de glicemia, converse com seu médico, pois na infância é possível reverter mais fácil esse quadro e os lanches são parte importante deste processo.</p>

<p>photo credit: Wendy Copley <a href="http://www.flickr.com/photos/33277708@N00/2615609879">Preschooler Bento #34: June 26, 2008</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/">(license)</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Diabetes na infância. O que fazer?]]></title><description><![CDATA[<p>Primeiramente é importante saber que há diversos tipos de diabetes, sendo os mais comuns diabetes tipo 1 e tipo 2. O diabetes tipo 1 é mais comum na infância e ocorre quando as células beta pancreáticas param de produzir insulina. O diabetes tipo 2 ocorre geralmente nos adultos, mas nas</p>]]></description><link>http://endoped.com/diabetes-na-infancia-o-que-fazer/</link><guid isPermaLink="false">c5901c58-cbc8-4569-98d1-627d564cbabe</guid><category><![CDATA[Endocrinologia Pediátrica]]></category><category><![CDATA[Diabetes Infantil]]></category><category><![CDATA[Diabetes tipo 1]]></category><category><![CDATA[Insulina]]></category><category><![CDATA[Análogos de Insulina]]></category><category><![CDATA[Diabetes na infância]]></category><category><![CDATA[Diabetes em criança]]></category><dc:creator><![CDATA[Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri]]></dc:creator><pubDate>Wed, 03 Oct 2018 20:00:17 GMT</pubDate><media:content url="http://endoped.com/content/images/2018/10/40640183665_8d74ea787f_z.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="http://endoped.com/content/images/2018/10/40640183665_8d74ea787f_z.jpg" alt="Diabetes na infância. O que fazer?"><p>Primeiramente é importante saber que há diversos tipos de diabetes, sendo os mais comuns diabetes tipo 1 e tipo 2. O diabetes tipo 1 é mais comum na infância e ocorre quando as células beta pancreáticas param de produzir insulina. O diabetes tipo 2 ocorre geralmente nos adultos, mas nas últimas décadas tem aumentado a incidência nos adolescentes. Isso é devido aos maus hábitos alimentares associado ao sedentarismo que culmina em resistência insulínica e posteriormente em diabetes tipo 2. <br>
No diabetes tipo 1 não há prevenção, mas os tratamentos têm avançado a fim de melhorar a qualidade de vida e evitar complicações. No passado as insulinas eram aplicadas apenas com seringas, atualmente utilizamos aplicadores em formato de caneta, dando mais comodidade e reduzindo a dor nas aplicações. A insulinas se modernizaram, são os chamados análogos de insulina basal e rápidos. Deste modo os tratamentos são mais fisiológicos e atendem melhor as necessidades individuais de cada paciente.  Ainda em relação as insulinas podemos utilizar os sistemas de infusão contínuos, também conhecidos como bombas de insulina. Este seria o tratamento mais inovador na área. Na prática um cateter com cânula são conectados ao corpo do paciente e um pequeno reservatório de insulina (a bomba) é programada para liberar pequenas doses do medicamento, conforme uma programação prévia, estabelecida pelo médico. O paciente quando se alimenta, informa ao equipamento e este lança a dose necessária de insulina para que a glicemia não se eleve. Apesar dos grandes benefícios da bomba de insulina, existem requisitos importantes para esta terapia. A família deve entender bem o funcionamento da mesma, saber realizar a contagem de carboidratos e claro, por ser uma terapia de alto custo, não está acessível a todos. <br>
A nutrição balanceada e saudável é outro grande pilar do tratamento de qualquer tipo de diabetes. A contagem de carboidratos, citada acima, é um tipo de terapia nutricional que auxilia para o bom controle do diabetes. Ela é usada com os análogos de insulina rápidos, sendo que o paciente aplica mais ou menos insulina, conforme a quantidade que come. Isso é fantástico quando falamos dos pacientes pediátricos, que apresentam muitas hipoglicemias (glicemia baixa &lt;70 mg/dl) ou hiperglicemias, quando utilizam doses fixas de insulina. <br>
Outra inovação são os sensores de glicose. Há pouco mais de 1 ano chegou ao Brasil o sistema flash de monitorização, no qual mede a glicose sem necessitar da famosa “picada no dedo”. Neste sistema, um pequeno sensor, do tamanho de uma moeda de 1 real, fica acoplado ao corpo e a pessoa passa um pequeno aparelho que verifica a glicose quantas vezes for necessário e sem dor. Ele ainda registra a tendência da glicemia, os gráficos com as medidas anteriores, enfim é uma ferramenta valiosa que melhora muito o controle glicêmico. <br>
Sobre o diabetes tipo 2, esse tem prevenção! A base da prevenção está em desde o nascimento incentivar alimentação com muitas verduras, legumes e frutas, alimentos integrais, redução dos alimentos industrializados, pouco açúcar e sal. Promover brincadeiras e esportes de 30-60 minutos ao dia, conforme a idade e realizar acompanhamento médico. Quando há casos na família, o risco aumenta, mas mesmo assim pode ser evitado pela mudança nos hábitos de vida e em último caso medicamentos. <br>
Em suma, se uma criança for diagnosticada com diabetes é importante não se desesperar, seguir os passos da terapia e ser acompanhado por um profissional especializado na área.</p>

<p>photo credit: rawpixel.com <a href="http://www.flickr.com/photos/147875007@N03/40640183665">Flatlay of assorted jelly fruits and sprinkles textured background</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/2.0/">(license)</a></p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[Puberdade precoce, o que os pais podem fazer?]]></title><description><![CDATA[<p>A puberdade tem iniciado cada vez mais cedo, especialmente nas meninas. Trata-se do período entre a infância e a vida adulta. Um momento de transição marcado por muitas transformações corporais e comportamentais. Nas meninas as principais mudanças são: broto mamário, pelos pubianos e axilares, odor axilar, acne e aceleração do</p>]]></description><link>http://endoped.com/puberdade-precoce-o-que-os-pais-podem-fazer/</link><guid isPermaLink="false">fd8d5fb5-c51e-47a4-91a4-cdd0be3d3516</guid><category><![CDATA[Endocrinologia Pediátrica]]></category><category><![CDATA[Puberdade Precoce]]></category><category><![CDATA[Broto Mamário]]></category><category><![CDATA[Pubarca Precoce]]></category><category><![CDATA[Pelos Pubianos]]></category><category><![CDATA[Odor axilar]]></category><category><![CDATA[Acne]]></category><category><![CDATA[Menstruação]]></category><category><![CDATA[Puberdade]]></category><dc:creator><![CDATA[Dra. Adriana Beletato dos Santos Balancieri]]></dc:creator><pubDate>Wed, 03 Oct 2018 19:36:30 GMT</pubDate><media:content url="http://endoped.com/content/images/2018/10/32254936603_53dd70c3e8_z.jpg" medium="image"/><content:encoded><![CDATA[<img src="http://endoped.com/content/images/2018/10/32254936603_53dd70c3e8_z.jpg" alt="Puberdade precoce, o que os pais podem fazer?"><p>A puberdade tem iniciado cada vez mais cedo, especialmente nas meninas. Trata-se do período entre a infância e a vida adulta. Um momento de transição marcado por muitas transformações corporais e comportamentais. Nas meninas as principais mudanças são: broto mamário, pelos pubianos e axilares, odor axilar, acne e aceleração do crescimento. Nos meninos são: aumento do volume testicular e bolsa escrotal, pelos pubianos e/ou axilares, odor axilar, acne e estirão do crescimento. Em ambos os sexos há grande alteração do comportamento, com labilidade do humor, intercalando irritação/agressividade com momentos de docilidade e choro. <br>
A puberdade começa com aumento da secreção dos hormônios hipofisários LH e FSH, que estimula o desenvolvimento dos ovários e testículos, o que leva inicialmente ao aumento das mamas e testículos, conforme o sexo.  É considerado puberdade precoce o desenvolvimento antes dos 8 anos de idade nas meninas e 9 anos nos meninos. <br>
A puberdade precoce pode acarretar riscos para a saúde psicológica e física destas crianças e os pais podem ajudar a evitar muitas dessas consequências negativas, ficando atento aos sinais e procurando auxílio e tratamento no momento oportuno.</p>

<h4 id="porqueissoestacontecendo">Por que isso está acontecendo?</h4>

<p>Obesidade: Ao longo dos últimos 30 anos, o percentual de crianças com excesso de peso aumentou muito. No Brasil aproximadamente 30% da população pediátrica está acima do peso. Ao mesmo tempo em que ocorreu essa revolução do peso, culminou o aumento da puberdade precoce. <br>
Os interferentes endócrinos, substâncias químicas capazes de se acumular no corpo e causar desregulação hormonal, também estão envolvidos nesta antecipação. Eles são encontrados em: plásticos (bisfenol A), pesticidas, parabenos (maquiagens e esmaltes) e outras substâncias artificiais. <br>
Estresse Social e Psicológico: pesquisas apontam que o corpo pode lançar uma resposta hormonal em situações de perigo e incertezas. Segundo Deardorff "O ambiente da casa tem um impacto sobre o momento da puberdade. Um contexto familiar que é imprevisível, inconsistente ou inseguro, ou uma casa com altos níveis de conflito, têm sido associados à puberdade antecipada. O período entre o nascimento até 5 anos de idade, parece ser o momento crítico ".</p>

<h4 id="quaisproblemasestorelacionadoscomapuberdadeprecoce">Quais problemas estão relacionados com a puberdade precoce?</h4>

<p>Está associado um risco maior de depressão, ansiedade e transtornos alimentares. Além disso, início precoce da atividade sexual, gravidez na adolescência, uso de drogas, especialmente álcool. A menstruação precoce também está associada a um risco aumentado para câncer de mama, doenças cardiovasculares e metabólicas.</p>

<h4 id="oqueospaispodemfazer">O que os pais podem fazer?</h4>

<p>Em termos de prevenção da puberdade precoce, os pais podem incentivar a alimentação saudável, promover atividade física, limitar a exposição a produtos químicos (especialmente interferentes endócrinos citados). Algumas medidas simples podem contribuir tais como: não aquecer alimentos em plástico, não fumar ou expor seus filhos a fumaça de cigarro, evitar maquiagens, roupas/ ambientes sexualizados e talvez, a coisa mais importante é se concentrar num ambiente familiar forte e seguro para seus filhos. <br>
O conjunto destas medidas pode modificar o rumo do desenvolvimento e prevenir a puberdade precoce.</p>

<p>photo credit: Luisu Lozano <a href="http://www.flickr.com/photos/111119836@N08/32254936603">Male (IV)</a> via <a href="http://photopin.com">photopin</a> <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc/2.0/">(license)</a></p>]]></content:encoded></item></channel></rss>